Azeites: faça uma boa escolha

Fonte: Revista Proteste, 03.05.2007.

A PRO TESTE analisou 20 marcas de azeites de oliva extra virgens, o tipo mais nobre de todos e que tem uma participação de 37% no mercado. O resultado foi muito superior ao da avaliação com azeite comum, foco da PRO TESTE no 8 (out/02). Nada mais natural, até porque o extra virgem tem uma qualidade melhor e custa até duas vezes mais. Problema foi, assim como na vez passada, encontrar fraudes nos produtos: dois estavam "batizados".

É muito importante para o consumidor ter certeza de que está adquirindo um produto sem adulteração. Não é justo pagar por um azeite e receber algo que está longe de ser o esperado. Por isso, a PRO TESTE checou se o produto é o mesmo que diz no rótulo. E, em dois casos, não! Ou seja, o consumidor que escolhe o melhor tipo de azeite e paga mais caro por isso recebe um produto fora das especificações e denominação contidas no rótulo.

Um caso foi o mais grave. Ele tinha óleos de sementes de oleaginosas adicionados, isto é, outros tipos de óleo, sejam eles de soja, algodão, o que for. Já o problema de outro foi que o produto seria, sim, um azeite, mas não um extra virgem, como dizia o rótulo, ou seja, houve adição de azeite inferior, possivelmente o refinado. Na análise sensorial com provadores treinados e acostumados com azeite, os resultados refletiram exatamente o que apareceu no exame das fraudes. Justamente as duas marcas "batizadas" foram as mais criticadas. A PRO TESTE notificou o Ministério Público, a Anvisa e o Ministério da Agricultura, exigindo uma fiscalização mais eficiente.